BioArte. Quando arte e ciência se encontram
8 de outubro de 2018

Já conhece a nova vertente da arte que vem provocando curiosidade e polêmica?
Um coelho vivo fluorescentes. Uma jaqueta de couro em miniatura feita com células humanas. Morcegos robotizados e bactérias em caldo de cultura.
Mesmo parecendo objetos de ficção científica, esses são alguns exemplos de criações que fazem parte da BioArte.
Uma prática artística inspirada na biologia e com obras produzidas em laboratórios e ateliês de artistas e designers, tendo como ferramenta principal a biotecnologia, que inclui a engenharia genética e clonagem.

A BioArte surgiu nos anos 90, mas com os avanços tecnológicos e o interesse de artistas pela biologia o movimento ficou mais bem estruturado por volta de 2000.
A maioria dos praticantes da BioArte se limita estritamente a formas vivas, usando materiais como células, moléculas de DNA e tecidos vivos. São obras que incluem desde a manipulação de bactérias até a documentação de uma orelha protética implantada no braço de um homem.
Entre os pioneiros na BioArte estão o carioca Eduardo Kac, George Gessert, Marta de Menezes e Oron Catts.
Na perseguição pela criação artística, os praticantes desenvolvem ferramentas e técnicas que já ajudaram pesquisas. Mas também geraram obras controversas, como lançar espécies invasivas no ambiente.
Muitas produções da BioArte provocam questionamentos éticos, sociais e estéticos. São provocações que produzem inquietação e nos fazem perguntar novamente: afinal, o que é arte?
Imagens: Carole Collet e Shutterstock







