O sentido da vida ou a vida com sentido?
12 de junho de 2020

Provavelmente, em algum momento da sua existência, seja por alguma dificuldade vivida ou um sentimento de vazio existencial, não importa a idade, você já parou para pensar nisso: Qual o sentido da vida?
Vivemos em uma era cujo objetivo é ser feliz. Mas, é possível ser feliz a todo momento? O que nos traz a real sensação de felicidade plena? Em uma sociedade que valoriza o sucesso pessoal e as pessoas bem sucedidas, é preciso saber a diferença entre ser útil e ser digno de valor.
Abundância, Propósito e Gratidão são temas recorrentes quando se fala em busca de sentido para a vida. E estes valores se traduzem em um sentimento de amor puro, que pode se transformar em um estado de felicidade verdadeira.
O que os especialistas dizem?
Segundo Deepak Chopra, é possível conhecer a verdadeira abundância quando sentimos alegria, saúde ou senso de propósito e vitalidade em todos os momentos da vida. E para isso, precisamos fazer escolhas conscientes, diariamente. A cada escolha você deve se perguntar: Isso vai trazer mais felicidade e abundância para minha vida e para a vida daqueles ao meu redor?
No programa “21 dias de abundancia”, do Deepak Chopra Center, as meditações guiadas convidam a observar as bênçãos da vida, a natureza, a valorizar a saúde, a ter um sentimento de gratidão por tudo que se tem e que importa na vida, focando na alegria e na perfeição do que existe no momento presente. Não fazer julgamentos e saber que somos todos iguais, realizando a ideia de viver em unidade.

O sentimento de gratidão vem do coração e é uma sensação gentil, que aquece e traz um sorriso no rosto. A gratidão traz o suporte necessário à vida, dando maior sentido à existência. Ao observar tudo isso, se experimenta o amor puro, que vem da essência.
A visão de Viktor Frankl
Viktor Frankl é um psiquiatra sobrevivente dos campos de concentração nazistas. Em seu livro “em busca de sentido”, ele faz uma reflexão sobre a natureza humana a partir dos horrores vividos. Ele descreve momentos em que os prisioneiros, não tendo conhecimento se os entes queridos estavam ou não vivos, se deparavam conversando no imaginário com esses seres amados, como se realmente estivessem ali, ao lado, se comunicando com eles. Isso faz com que o psiquiatra chegue à seguinte conclusão:
“O amor pouco tem a ver com a existência física de uma pessoa. Ele está ligado a tal ponto à essência espiritual da pessoa amada, a seu ‘ser assim’ (nas palavras dos filósofos) que a sua ‘presença’ e seu ‘estar-aqui-comigo’ podem ser reais sem sua existência física em si e independentemente de seu estar com vida”.
Frankl conclui que a felicidade não pode ser buscada; precisa ser decorrência de algo. Segundo ele, o ser humano não é alguém em busca da felicidade, mas sim alguém em busca de uma razão para ser feliz.

Nesse contexto, ele acredita que nada no mundo contribui mais para a sobrevivência, mesmo nas piores condições, como saber que a vida da gente tem um sentido, que existe uma tarefa a cumprir, seja ela relacionada à pessoas ou à realizações. Ele pôde testemunhar esse comportamento nos campos de concentração nazistas: “Aqueles que sabiam que havia uma tarefa esperando por eles tinham as maiores chances de sobreviver”.
Então, o Dr. Frankl criou um doutrina terapêutica chamada de “logoterapia”, que se apoia no sentido da existência humana, bem como na busca da pessoa por esse sentido. Ele definiu o seguinte princípio para atingir este objetivo: “Viva como se já estivesse vivendo pela segunda vez, e como se na primeira vez você tivesse agido tão errado como está prestes a agir agora”.
Logoterapia e o sentido da vida
De acordo com a logoterapia, podemos descobrir sentido na vida de três diferentes formas:
- Criando um trabalho ou praticando um ato;
- Experimentando algo (bondade, verdade, beleza, natureza, cultura) ou encontrando alguém (amando-o);
- Pela atitude que tomamos em relação ao sofrimento inevitável (o sofrimento deixa de ser sofrimento no instante em que encontra um sentido);
Em resumo, segundo o Dr. Frankl, “não importa o que nós esperamos da vida, mas sim o que a vida espera de nós”. O sentido da vida é individual, é único. Sendo assim, a resposta para busca por sentido também é. No final das contas, trata-se de dizer sim à vida, apesar de tudo, independente de tudo. Isso significa valorizar a capacidade humana em transformar os aspectos negativos da vida em algo positivo.
Portanto, ter um objetivo que valha a pena garante a energia e vivacidade para seguir em frente, ao encontro da realização desse objetivo. E desse modo, viver a vida com sentido







